Sem muito o que dizer para hoje e para depois, um prefácio de uma bula de remédio que prenuncia a dor da urgência e a leveza da espera comum que se faz acontecer.
Posologia:
; pelo menos ela sabia que mais tarde algo de grande, grande, graaaandeee aconteceria. E grande, grande, grande ,grandeee como a vontade do sol de beijar o asfalto se abateria. Mas no momento se encontrava preocupada com outras coisas pueris. É que havia vida antes do nada.
Pilar BU 26/04/2008
Não se colhe amor
Em tempo de morangos
Não se colhe
o líquido vermelho
e calido
sem que derrame
sangue quentes
pelo canto da boca
não se colhe
não se colhe
não se encolhe
antes que se
faça imaginar
a dor latente.
Pilar Bu 09/05/2008
e assim acontece por que escrito está.....
Sexta-feira, 9 de Maio de 2008
Em alguma esquina de uma rua desesperada, a preguiça me pegou
Quarta-feira, 23 de Abril de 2008
Do jeito que vai nem sbe se fica
É certo porque primeiro veio a dúvida. E como dúvida que é impôs a incerteza... e daí deu vontade de saber mais. A que chamam curiosidade desvelou os mistérios.
Os mistérios só são mistérios porque ninguém os compreendeu....
De repente, uma fagulha de nada ilumina a mente. O que é incerto deixa de ser incerto para ser certeza e verdade.
ai depois perde a graça. Até que se encontre uma nova dúvida.
e assim vai, e assim vem.
a vida é porque ninguém questionou se ela não era. Talvez isso tudo nem exista de fato e a existência seja uma condição paralela de sobrevivência. Vai saber. Eu não sei.
Dizem que o ignorante tem a virtude de não saber. Eu prefiro a dúvida da curiosidade.
Sei lá... o samba é uma forma de oração.
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ao meu amor muitos beijinhos.
a gi, feliz aniversário.
ao mundo um pouco de instante já.
e aos seus que descansem em paz
Terça-feira, 15 de Abril de 2008
Não ousaria dizer seu nome
Puxava!
Puxava....
puxava a corda com cada vez mais força,
puxava e puxava e mais uma vez puxava desesperadamente.
Até que suas mãos vermelhas sagraram além do que deveriam. puxava com toda força vontade que seus braços magros poderiam suportar... mas quanto mais puxava
, mais sentia as energias se esvaindo de seu corpo cansado e aí, aí menos subia.
A subida acinzentava as suas vistas e o céu turvo parecia não ter fim. Não lhe dizia nada, nenhuma pista. A prisão que não pedira pesava-lhe os ombros e cortava o coração.
Sentia ainda o hálito asqueroso daquele que a aprisionara sozinha. As mãos pesadas ainda pesavam em seus braços,
pernas
e fantasias.
A vontade distante de sentir o que não queria, não deveria, não podia.
A medida em que as paredes se apertavam, sentia as vestes imundas, úmidas e as entranhas doloridas. Dançou em volta do tecido branco, suave e levemente e repousou na frieza dos seus sonhos mais pueris.
E deitada ela
, tão somente ela,
esqueceu-se que o despertar de sua consciência lhe traria poder e aí então já era tarde,
muito tarde para fazer nada.
Pilar Bu 06/04/2008
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música para ouvir quando der vontade: Best of you - Foo fighters
( para me lembrar do luiz - ele é a cara do david grohl
Sexta-feira, 4 de Abril de 2008
a necessidade de partir para recomeçar aquilo que nunca teve fim.
- Pilar bu, você escreve muito difícil.
- Eu sou difícil, as coisas que sinto são difíceis e se fossem fáceis, não se explicariam assim mesmo por si só. Eu poderia dizer um "eu te amo", mas prefiro delinear as entrelinhas desse amor. O que é a complexidade senão um objeto simples que teima em dificultar-se:
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Abandonei-te. Joguei-te contra a esquina das paredes e suas folhas se fecharam contra mim. Amassei tuas faces, teus brios, teu pudor porque não podia mais te ver. A partida fez-se necessária para a outra pessoa que não seria eu. E em pensar que deixei-te no escuro, sozinho, ainda me dói um bocado.
Em cada pedaço de poesia ainda sinto a força do teu verso, em cada frase que eu digo, a magia da trivialidade do cotidiano que tínhamos, o desenlace surpreendente de um amor que jamais seria, os beijos molhados que não te dei.
Do passado que sabe, sabe aquele que nunca soube ao certo sentir. Eu me perco em palavras, repetições, metáforas e epifanias... Eu faço com a prosa o que deveria fazer com a poesia.
Pensei em te escrever uma carta, mas me veio a preguiça! Será que é urgente te dizer o que não deveria?
O correio pode demorar! Ah, aí já terei mudado de idéia.
Das coisas que a modernidade traz pouco sei, talvez me embole e acabe mandando meu desejo de amor para a pessoa errada. Por isso resolvi jogar as coisas que aqui dentro ficam no ar para que possam te encontrar e em você chegando encontrem repouso.
Eu fui, mas ainda volto! Se eu não voltar é porque eu jamais deveria ter ficado ao seu lado.
Pilar bu - 02/04/2008
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Eu prometo melhorar e ser mais concisa, mas também prometo não contar mais mentiras!
Quinta-feira, 27 de Março de 2008
O baneiro do Papa.
- Então, vamos ao cinema?
- Então tá, vamos. Só não estou afins de ver filme hollywoodiano.
- A, B, C, ouvi falar deste, do mesmo diretor de cidade de Deus. É cult.
- É cult? Adoro Filme Cult.
Foi mais ou menos assim que a viagem começou. Não, realmente não saio de casa e gasto dinheiro para ver filmes batidinhos, aquelas coisinhas repetidas e enfadonhas que me dão ânsia. nada contra quem goste, mas meu dinheiro vale muito, meu ouvido mais ainda e meu tempo? Ah, meu tempo ultimamente é precioso. Por isso sempre prefiro os filmes europeus, brasileiros, latinos e japoneses. Quase tudo, mas tio sam tem me dado ojeriza. ok,abro exceção para tudo que o Tim burton e o Quentim Tarantino fazem, mas eles são de alma transcendental.
Vamos lá, misture fé, muita fé, amor, amizade e esperança... alie à fatos reais, ignorância e pureza e ao incontestável poder da mídia . O banheiro do papa existiu, não só da vontade de frança, Brasil e Uruguai produzi-lo, mas da história contada por esse fracasso que sá moral.
Em maio de 1988, a comunidade da pequena cidade de Melo, no Uruguai, se mobiliza para chegada do Papa João Paulo II que fará um discurso em nome da paz. Mas a vinda do Papa que adora viajar não traz só consigo a possibilidade de renovar a fé das pessoas e ver de perto o que muitos acreditam ser uma santidade, traz também a esperança que aquela comunidade pobre "tinha de melhorar de vida", pensar em um novo futuro, melhorar o comércio, mesmo que momentâneo da região.
Insuflados pela mídia, e pela idéia que ela apresenta de que tal evento seria um grande marco, traria muitos turistas, principalmente brasileiros, e colocaria de vez Melo na história, muitos perdem tudo, mesmo que a fé lhes escape no último minuto. A visita para eles deixa de ser de religiosa e passa a ser comercial.
A possibilidade da vida de tantos turistas, uns acreditavam em até 200 mil brasileiros, faz com que a maioria endivide-se para montar barracas na praça que venderiam comida para essa gente toda que viria. E se todos teriam de comer, porque não teriam de ir ao banheiro? É pensando nisso que nosso herói resolvi iniciar sua saga trágica, quase cômica para realizar seu desejo de dignidade e vida melhor.
Acontece que o "evento papal" não sai bem como o esperado e talvez o Papa nunca saiba o mal que sem querem cometeu, mas ele aconteceu.
Serviço:
O banheiro do papa
El Baño del Papa
Brasil / Uruguai / França, 2007 - 97 min
Drama / Comédia
Direção:
César Charlone e Enrique Fernández
Roteiro:
César Charlone e Enrique FernándezElenco:
César Trancoso, Virginia Mendez, Virginia Ruiz, Mario Silva, Henry de Leon, Jose Arce, Nelson Lence, Rosario dos SantosDica
Cine Bristol - Playarte - Shopping Center 3 - Av. paulista ( de frente para a cultura)
comidinhas gostosas, lojas legais e cinema bacana.
Sábado, 15 de Março de 2008
Aos que se preocupam com ponteiros, mas não deveriam...
Andei preocupada com o tempo. O tempo que se leva para conhecer as pessoas, o tempo que levamos para confiar-lhes segredos e depois amá-las, o tempo que leva para tudo desmoronar enfim. O tempo que leva para um sorriso despretensioso tornar-se malícia e falsidade. Eu tenho medo de sorrisos tolos. Sorrisos constantes e intermináveis são o torpor da insanidade, mesmo que temporária.
Eu tenho me ocupado em sofrer o tempo que as coisas devem ser sofridas e amá-las enquanto devem ser amadas. Eu amo como o sol aquece, como quando se tem sede e mesmo bebendo água não é saciada. Porque o sofrimento é a força que regenera o mundo e o amor a força que pode torna-lo simples e eterno.
O tempo que me tira a paz a devolve em minutos de milênios de leitura. Eu tenho me preocupado em entregar-me a paixão gótica de meus pensamentos obscuros... Eu preciso de calma para entender as coisas e paciência para torná-las eternas, etéreas e fugidias, mas isso tudo só vem com o tempo.
Tenho me perdido em pensamentos e palavras, e por isso ela se aflora. O avesso do avesso de mim, o sublime do impuro-puro do meu coração. Aquela que domina as frases, as linhas, a pontuação. que nem mesmo o nome ouso falar. Aquela para quem dedico tudo por ser tudo, a contradição da minha felicidade.
E pelo tempo que a leveza trás ela se esconde e some e vive uma vida dentro de outra que é a minha... mas se você me perguntar por onde andei, direi : esqueça! Não interessa mais.
Pilar Bu. 14/03/2008
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Poesia n°10 ( mas na verdade não tem nome)
Me peça para ficar
E fecha a porta
Antes de desabar
O mundo
Leia uma revista boba
Aprenda sobre tudo
Isso pode te fazer
Inteligente
Mas não muito
Pilar Bu 14/03/2008
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Para ouvir em dias chuvosos, dias assim, dias tristes, dias felizes, dias assados, dias de sol. Para mim um clássico... e os clássicos não morrem jamais
A palo Seco - Belchior
( é facinho de achar na net)
por alguns dos versos mais lindos da música brasileira:
" Eu ando mesmo descontente
Desesperadamente eu grito em português"
P.s: isso é muito poético, ainda escrevo um ensaio falando dessa música.
Segunda-feira, 3 de Março de 2008
A ladeira. somente ela.
Durante muito tempo eu me perdi. E me achei e me perdi e tornei a perder-me e achar-me num eterno ciclo vicioso. Nada disso, na verdade, tem muita relevância além do fato de que fala um pouco do que sou.
Fato é que agora estou parada olhando os quadrados do assoalho da livraria cultura da avenida paulista, aqui em são paulo mesmo, e percebo quanto essa viagem licérgica do embaralhar que provocam na vista podem me enganar. Eu caio por cima do mar de cores e formas e me deixo levar.
Eu perco horas, dias e semanas em poucos segundos, eu perco meus sentidos e os deixo por lá. As sensações que o transpira virilidade em prosa, livros e correria de gente em busca das palavras já não me parece coisa elitista.
A ladeira da livraria cultura é democrática. Você pode sentar e se entregar ao prazer sem pudor, quem sabe até fazer amigos. Ninguém te cutuca e diz que já é passado o limite para a leitura "sem compromisso" do livro que você namora há meses. Deveríamos namorá-los sempre.
O meu corpo é leve e vagueia inconsciente pelas prateleiras. O meu corpo pesa apenas quando sou despertada por truculentos primitivos que com suas gordurosas mãos e indelicadezas insistem em tratar meus amantes como qualquer. Ou quando me dou conta que tenho uma vida real para viver.
Eu deveria me entregar mais aos vícios que essas sensações me provocam. Pena que me falte tempo para faze-lo